John Maxwell: Como pensar claramente e concentrar-se


Nós treinamos os nossos cérebros pelas coisas que fazemos. Por exemplo, os taxistas muito experientes têm o hipocampo, a parte do cérebro responsável pela navegação, anormalmente grande. Os violinistas e pianistas veteranos têm um córtex motor expandido, a área do cérebro associada às capacidades motoras finas. O nosso cérebro é, literalmente, moldado por aquilo que fazemos repetidamente.
O site Lumosity.com afirma ser capaz de aproveitar o poder da neuroplasticidade – a noção de que o cérebro é maleável e muda em resposta às actividades repetidas – para melhorar as competências cognitivas dos seus membros. Contudo, a Internet pode esgotar o cérebro bem como treiná-lo.
Os cientistas colocaram a hipótese de que o hábito de navegar na web, saltando de página em página, sem parar em alguma coisa por mais do que um momento, prejudica realmente a nossa capacidade neurológica de concentração. Uma preocupação similar é que estamos a diminuir a nossa capacidade de atenção ao estarmos constantemente a monitorizar textos, Tweets e e-mails ao acedermos incessantemente aos nossos smartphones, tablets ou computadores.
As lições da neurociência aplicam-se à liderança. Fixar a nossa atenção naquilo que é verdadeiramente valioso melhora visivelmente a nossa capacidade de funcionar – levando a uma influência cada vez maior. Enquanto isso, a incapacidade de se concentrar faz com que o nosso talento e capacidades se atrofiem.
A falta de concentração faz com que um líder:
1. Perca tempo
2. Utilize mal os recursos

  • Quais são os meus interesses?
  • Quais são os meus dons?
  • Onde estão as minhas oportunidades?

Em média, uma pessoa tem entre 35-40 horas de tempo livre por semana. Isto é, quando não está a trabalhar, dormir, comer, limpar ou fazer tarefas simples. Isto equivale a quase 2.000 horas por ano. Quer passemos esse tempo de forma produtiva ou fútil tem enorme influência sobre o nosso sucesso.
Quando não estamos concentrados, alocamos mal os nossos recursos. Investimos aquilo que temos em actividades que oferecem pouco retorno. Pior de tudo, desperdiçamos a nossa energia, esbanjando a nossa força e vitalidade em projectos pouco produtivos e/ou insignificantes.
O remédio para a falta de concentração chega através de 3 questões que devemos fazer vezes sem conta.
O truque é descobrir actividades que gosta de fazer e nas quais você se destaca naturalmente. Esses são os seus pontos fortes. Depois, pode procurar pessoas que o ajudem a desenvolver os seus pontos fortes e lugares nos quais pode contribuir com esses pontos fortes, de maneira significativa. Os nossos interesses evoluem ao longo do tempo, tornamo-nos mais conscientes dos nossos dons com a experiência, e as oportunidades à nossa volta estão sempre a mudar. Por estas razões, precisamos de nos reorientar constantemente. Fazer as perguntas acima é um exercício simples para o ajudar a prender a sua atenção naquilo que importa mais.
Pensamento para reflexão
Você tem sido capaz de se concentrar nos seus pontos fortes, durante as muitas distracções da vida?

John Maxwell

John C. Maxwell é um reconhecido especialista, orador e coach de liderança e autor que vendeu mais de 19 milhões de livros. É fundador da EQUIP e da John Maxwell Company, empresas que formaram mais de 5 milhões de líderes, a nível mundial.
Escreveu inúmeros livros, mas 3 deles venderam mais de 1 milhão de cópias: "As 21 irrefutáveis leis da liderança", Desenvolver a liderança dentro de si" e "As 21 indispensáveis qualidades de um líder".
Pode encontrá-lo em johnmaxwell.com ou seguí-lo em twitter.com/johncmaxwell
Website: johnmaxwellonleadership.com - Via, http://www.portal-gestao.com


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