Devo cobrar pelo meu talento?

Devo cobrar pelo meu talento?

Trabalho não é sacrifício. Ponto. Trabalho é tão somente um exercício material ou intelectual para produzir alguma coisa. Ele não precisa ser sacrificante. Movida pelo sacrifício, nossa sociedade sucumbe a tola ideia de que é melhor garantir a sua própria proteção do que se expor na geração de riqueza material ou intelectual para quem a compõe. Acreditando que no final da linha do esforço está a felicidade, cada indivíduo da nossa sociedade persevera no caminho do sacrifício, dia após dia, até que a sua morte chegue e ele morra sem colocar a serviço do mundo os seus talentos. Ou seja, pensando estar fazendo um bem, o indivíduo não faz bem a si e tampouco consegue fazer tão bem aquilo que deveria fazer aos outros.
Como talento é algo natural que flui com facilidade pelas nossas mãos, é normal receber comentários de algumas pessoas dizendo que não se sentem confortáveis em cobrar pelo trabalho que realizam com os seus talentos. Pode parecer estranho à primeira vista ler este questionamento, mas repare que fomos educados a cobrar por aquilo que “dá trabalho” e a não cobrarmos por aquilo que fazemos com facilidade. Neste artigo, vamos esclarecer alguns pontos fundamentais a respeito do talento deste tema.

Quanto mais talento, mais qualidade.

Se eu trabalhar em qualquer outra profissão que não envolva internet, o ato de escrever e empreendedorismo, provavelmente eu desempenharia um trabalho ruim. Você mesmo, que lê este artigo, deve saber de situações onde trabalhou e não foi muito bem apesar de toda a vontade que teve para trabalhar. Eu, por exemplo, construindo cercas, sou algo melhor que o ruim e pior que o razoável, mas mesmo assim construo cercas para minha casa e sítio com vontade e empenho sempre que posso. O problema é que se esta fosse a minha profissão, eu não estaria sendo feliz e também não estaria deixando outras pessoas felizes com o meu trabalho. Sempre sairia uma cerca “meia boca”. Minha carreira seria um fiasco e eu viveria uma vida sacrificante.
Procurar o melhor percurso para os nossos talentos é o mesmo que ocorre quando a água procura o melhor caminho para descer as pedras de uma montanha. Nós somos a montanha, nossos talentos são a água que desce seguindo a lei da gravidade formando cachoeiras e o rio onde toda a água irá desaguar é o mundo. Quanto melhor esta água descer por nós, melhor servimos o mundo. Do contrário, se construirmos barragens para represar a água, mais seco fica o rio no final do processo.

Talentoso é quem trabalha com o seu talento

Ninguém é especial por ser alguém talentoso. A pessoa talentosa é somente aquela que descobriu aquilo que deveria fazer e que gostava e se dedicou a trabalhar naquilo durante toda a sua vida. Não adianta nascer com talento para músico se não desenvolver competências para se tornar um músico. Da mesma forma, não adianta nascer com talento para empreender se não desenvolver competências na área. Para se tornar “talentoso” é preciso uma mistura detalento, educação e experiência. Com o tempo, o talento encontra uma forma cada vez melhor de fluir e preenche cada vez mais as necessidades do mundo.

Todos os artistas cobram pelos seus talentos e assim também o fazem os programadores, os professores e os arquitetos. O ponto é: se algo gera riqueza para outra pessoa, deve também gerar riqueza para quem proporcionou primeiro a riqueza para o outro. Como esta obtenção de riqueza é proporcional a sua geração, se não trabalhamos com os nossos talentos, obtemos uma riqueza medíocre baseada na riqueza medíocre que geramos.

O mundo é medíocre porque ignoramos os talentos

O que vemos na sociedade moderna são indivíduos tentando extrair do mundo sua sobrevivência. Corremos feitos ratos dentro de um labirinto ávidos por dinheiro e recompensa, nos esquecendo da lei da ação e da reação que rege toda a física do mundo. Poucos estão preocupados em dar, em gerar valor.
Se eu quero suceder como empresário e nasci com talento para empreender e motivar outros empreendedores a fazerem o mesmo, não é bastante natural que eu pulverize o conhecimento que obtive a partir das minhas experiências para outras pessoas?
O dinheiro é a resposta do mundo para aquilo que você faz bem.
Tem talento para fazer chocolate? Coloque o seu talento a serviço dos outros e oferte os seus chocolates. Eduque-se para fazer crescer o seu empreendimento e se torne um concorrente da Cacau Show. Tem talento para programar computadores? Coloque o seu talento a serviço dos outros e crie um aplicativo. Eduque-se para fazer crescer o seu empreendimento e torne o seu aplicativo a próxima febre mundial como o Angry Birds. Enfim, acho que você já entendeu…
O que expus acima é tão real para mim que na minha biografia sempre que eu visei somente o dinheiro eu me dei mal. Somente quando eu comecei a pensar “Pera aí. O que EU tenho que fazer para os OUTROS?” é que gerei meus modelos de negócios mais saudáveis. Reflita sobre o seu papel e evite pensar em dinheiro quando refletir sobre isso. Crie algo que te dá tesão e só a partir disso, comece a montar um modelo de negócios.
Marcos Rezende, é empreendedor, fundador do Insistimento e orientador de carreira para empreendedores. Inscreva-se para a próxima turma do seu treinamento Transforme seu Talento em Negócio.Via, www.insistimento.com.br/e


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