Mentiras e verdades: descobrindo os princípios universais do sucesso


 A vida é a arte das escolhas e decisões, dos sonhos transformados em objetivos, das ações e dos resultados. E só você pode fazer a suas escolhas e ninguém mais

Contaram muitas mentirinhas, é bem verdade. Talvez tenham dito que só com diploma universitário se tem sucesso na vida. Flávio Augusto da Silva, Bill Gates, Steve Jobs e Tom Jobim não concluíram nenhum curso universitário. Mas já Jorge Paulo Lemman, Warren Buffet, Jack Welch, Carlos Slim e Vinícius de Morais concluíram. Sim, podem ter contado muitas mentirinhas, mas nem tudo o que contaram eram mentirinhas. Também podem ter contado verdades fundamentais. O pai de Carlos Slim, o homem mais rico do mundo, contou algumas verdades para obter altos rendimentos: “vender muito a preço baixo", "ter sempre uma reserva para aproveitar boas oportunidades de negócios" e "investir a longo prazo". E, para Carlos Slim, estas verdades funcionaram e foram uma das bases, senão a base, do seu extraordinário sucesso.

Mentirinhas, mentiras e verdades estão presentes desde os primórdios da humanidade e são ditas das formas mais variadas e, às vezes, até sob a capa de meias verdades. Portanto, a grande questão é saber como fazer o controle de qualidade de tudo o que é dito para poder separar o verdadeiro do falso brilhante. O problema é que muitas vezes o falso brilhante vem embrulhado numa embalagem ou num rótulo maravilhoso, como nos modismos. E é ai que está o problema, pois às vezes pode ser muito difícil saber separar o joio do trigo.
Earl Nightingale e o mais estranho segredo do mundo: os princípios universais do sucesso (ou do fracasso)

O americano Earl Nightingale, estudando pessoas que tiveram sucesso e as que fracassaram, chegou a uma conclusão surpreendente:

“Pessoas que têm sucesso e as que falham sempre na obtenção de resultados, têm os mesmos princípios de operação. As mesmas leis e procedimentos que podem nos levar para uma vida de sucesso, riqueza, felicidade e todas as coisas com que sempre sonhamos, também podem nos levar para a ruína. Tudo depende da forma como as usamos, para o bem ou para o mal”.

Estes Princípios são como a lei da gravidade, que tanto serve para voar como para levar um tombo. Isto significa, que não importa quem seja que teve ou venha a ter sucesso, Jorge Paulo Lemman, Flávio Augusto da Silva, Bill Gates, Steve Jobs, Warren Buffet, Jack Welch, Carlos Slim ou seja lá quem for, foi por ter seguido com competência, de uma forma ou de outra, de maneira consciente ou não, os Princípios Universais.

Assim sendo, duas coisas são importantes: 1) conhecer estes Princípios Universais; 2) saber aplicar os Princípios Universais. E é preciso ter em conta que embora os princípios sejam universais, ou seja, valem desde os primórdios da humanidade e para todos os lugares, a sua aplicação é caso a caso. Assim, de nada adianta saber os princípios se a sua aplicação for equivocada. E mais, quer você os entenda ou não, você funciona de acordo com eles.
A Lei de Pareto e a essência do sucesso

Para compreender os Princípios Universais, é preciso levar em conta a Lei de Pareto. Vilfredo Pareto foi um economista italiano que em 1897, publicou um estudo sobre a distribuição de renda. Este estudo mostrava que a maioria da renda estava concentrada nas mãos de uma pequena parcela da população. Daí, por analogia, surgiu a Lei de Pareto que reza que existem algumas poucas coisas relevantes e importantes, em relação a muitas coisas triviais. Em administração, a Lei de Pareto se transformou na regra dos 20/80. Um exemplo: 20 por cento do que uma pessoa faz responde por 80 por cento dos resultados. Isto significa que a maioria das pessoas gasta 80 por cento do seu tempo em coisas que não agregam valor. Um exemplo em vendas: 20 por cento dos vendedores respondem por 80 por cento de todas as vendas.

Assim, é fundamental conhecer àqueles poucos princípios que fazem a diferença entre o sucesso e o fracasso. Em última instância, simplifique, não complique. Ou como dizia Einstein, “seja o mais simples possível e nada além disto”.
O Princípio Universal nº 1

Tudo o que somos é consequência de nossas decisões e ações. Assim, o que você é hoje é consequência das decisões e ações que você realizou no passado. E o que será amanhã é consequência das decisões e ações que você está realizando no presente.
A teoria geral dos sistemas

A teoria geral dos sistemas fornece uma estrutura conceitual muito simples e poderosa para se entender o funcionamento de empresas, equipes e pessoas e, consequentemente, as decisões e ações a serem efetivadas. Afinal, você funciona de acordo com a teoria geral dos sistemas. Entre os elementos da teoria geral dos sistemas, 4 merecem especial atenção: entradas, processamentos, saídas e o meio ambiente. É do meio ambiente que empresas, equipes e pessoas recebem as entradas ou insumos, processam e geram saídas, sob a forma de produtos e serviços. Se os consumidores, que estão no meio ambiente relevante, dos produtos e serviços comprarem o que é produzido, o resultado é o sucesso. Se não comprarem, o resultado é o fracasso. Assim sendo, em última instância, o sucesso de empresas, equipes e pessoas depende dos compradores dos bens e serviços produzidos. E este é um ponto fundamental da questão.
Compreendendo os Princípios Universais na prática

Para conhecer os Princípios Universais na prática, nada melhor do que estudar pessoas que tiveram sucesso, dentro do princípio de que quem quer ter sucesso estuda o sucesso. Neste sentido, um ótimo exemplo é o da australiana Rhonda Byrne. Não resta a menor sombra de dúvidas de que ela é um sucesso. Seu livro, O Segredo, só no primeiro ano vendeu por volta de 5 milhões de exemplares. Assim, vamos à história de Rhonda.

No final de 2004, com aproximadamente 50 anos, Rhonda Byrne estava vivendo uma crise existencial e não sabia o que fazer da vida.  Tinha terminado uma relação afetiva e seu pai havia acabado de falecer. Foi nesta ocasião que ganhou um livro de sua filha, A Ciência de Ficar Rico, de Wallace D. Wattles, escrito em 1910. Ela ficou entusiasmada e começou a ler outros livros sobre o assunto e a pesquisar na internet. Depois, viajou com sua equipe para os Estados Unidos onde entrevistou e filmou 55 pessoas que considerava como sendo dos maiores mestres no assunto. Estas entrevistas redundaram em 120 horas de filmes, que foram rodados em aproximadamente 2 meses. De todo este material resultou o filme, que ficou pronto no final de 2005 e foi um sucesso. E deste sucesso surgiu a necessidade do livro, que foi publicado no final de 2006 e se tornou um outro grande sucesso.
A essência do sucesso

Assim, por que Rhonda teve sucesso? Por que pediu, acreditou e recebeu? Não, foi porque ela fez dois produtos, o livro e o DVD, que tiveram milhões de compradores.

E como começou a carreira de sucesso de Bill Gates? Por que entrou e saiu de Harvard para se dedicar à informática? Não, foi porque a IBM comprou o MS-DOS.

E por que Flavio Augusto da Silva teve sucesso? Foi por que chegou a viajar 4 horas por dia num ônibus cheio, no trajeto de ida e vinda de sua casa para o seu primeiro emprego? Não, pois tem gente que viaja muito mais do que isto, e nem por isto tem sucesso. Foi porque desenvolveu um sistema de produção e um produto, com base no ensino de inglês, que teve milhares de compradores.

E por que nos últimos anos, segundo o Banco Central, a cada 10 minutos surge um novo empreendedor milionário no Brasil? Porque criaram produtos ou serviços que as pessoas quiseram ou precisaram comprar.

E por que você está ou vai estar empregado? É porque, numa entrevista de emprego, ou qualquer outro sistema de seleção, alguém comprou ou vai comprar o resultado do seu trabalho. Se ninguém comprar o resultado do seu trabalho, não importa quão competente você possa ser, você vai estar desempregado e vai precisar recorrer ao Bolsa Família para sobreviver. Em outras palavras, se ninguém comprar o seu sonho, o seu sonho é uma ilusão e você não vai passar de um sonhador.

De qualquer forma, é preciso que se entenda compras de uma forma mais ampla. Assim, toda vez que você entrar no Facebook, você está comprando o Facebook ou validando uma compra já feita.
Entendendo o processamento ou como você funciona

Todas as pessoas, grupos ou empresas são sistemas de processamento que são alimentado pelas entradas que recebem. E neste sentido, vale uma constatação feita por quem trabalha com informática: entra lixo, sai lixo. Mas uma organização pode receber ótimas entradas, mas nem por isto gerar um bom produto e, mais do que isto, um produto ou serviço que seja comprado.
Assim, vejamos alguns fatores importantes de Rhonda Byrne

Para começar Rhonda agiu. Não ficou só na leitura do livro A Ciência de Ficar Rico. Afinal de contas, quantas pessoas, já haviam lido o livro de Wattles e nunca fizeram nada? E como foi a ação de Rhonda?  Rhonda agiu com grande determinação e paixão. Mas só isto bastou? Não. Rhonda tinha competência e este é outro ponto que faz a diferença. E para que se compreenda a razão desta competência, é preciso que se saiba sobre sua vida profissional. Na Austrália, Rhonda Byrne possuía uma empresa, a Prime Time Productions, que já havia produzido reality shows e documentários muito bem conceituados como “Os maiores comerciais do mundo”, “Os comerciais mais engraçados”, "Sexo Vende” e vários outros, inclusive sobre OVNIs, ou seja, discos voadores. Portanto, Rhonda não era uma amadora inexperiente mas sim uma produtora de TV experiente e muito competente que sabia muito bem o que fazer para atrair o gosto do público. E é preciso que se tenha presente que desenvolver esta competência é fundamental para um produtor de TV, pois com o controle remoto, mudar de canal, é a coisa mais fácil do mundo. Assim, não faltavam a Rhonda experiência e competência nesta área. Isto nos mostra que para se ter sucesso, competência é outro fator fundamental.

Mas só isto não basta. O sucesso do livro começou com o sucesso do filme, que foi muito bem lançado no início de 2006, com um excelente emprego da internet, inclusive com a utilização de um mailing imenso de todos os entrevistados que apareceram no DVD. Também ajudou a disponibilização on line do DVD por um preço bastante acessível. O sucesso veio rápido. Rhonda apareceu em programas de TV como o de Oprah Winfrey e os participantes do filme em dois programas de Larry King.

Em última instância, Rhonda decidiu e agiu para fazer o filme e o livro e decidiu e agiu para vender ambos. E estas decisões e ações são influenciadas por muitos fatores, entre eles, competências, paixão por vencer, crenças, padrões comportamentais e estados mentais e emocionais.

Assim sendo, é sempre válido lembrar Peter Drucker: “O produto final do trabalho de um administrador são decisões e ações”. E existem três decisões fundamentais: o que focar, o que fazer para obter resultados e os significados que damos para a nossa vida.
O chamado interior: a inspiração que dá direção e sentido

Um Princípio Universal da maior relevância é que o foco é um fator determinante do sucesso ou do fracasso. Mas tenha sempre presente que o princípio é universal, mas a aplicação é caso a caso e para cada pessoa. E de nada adianta saber o princípio se não se souber aplicar. E descobrir qual é o foco é uma espécie de chamado interior, uma inspiração e é quase que um momento mágico. E este momento pode surgir em qualquer idade e mais de uma vez na vida de uma pessoa. Este momento é quando uma pessoa tem um clarão, um insight e decide o que quer, qual a direção a ser seguida. E é por onde o sucesso começa

Para Rhonda, um destes momentos surgiu quando tinha aproximadamente 50 anos e não sabia o que fazer da vida.

Para Harland Sanders, foi aos 65 anos, quando estava insatisfeito com o salário que recebia como militar da reserva do exército americano e acabou fundando a Kentucky Fried Chicken, uma rede de restaurantes de comida rápida que começou explorando uma antiga receita de frango frito do Kentucky.

Para Flávio Augusto da Silva, foi aos 23 anos, quando decidiu lançar um projeto com o objetivo de dar fluência na língua inglesa para adultos em 18 meses. Foi quando trancou a sua matrícula na faculdade e se dedicou 100% à sua carreira.

E para Bill Gates, primeiro foi aos 19 anos, quando em parceria com Paul Allen fundou a Microsoft e também poucos anos depois quando abandonou a Universidade de Harvard para se dedicar integralmente à sua empresa.

Já para Pablo Rossi, o jovem e talentoso pianista catarinense, a inspiração surgiu aos 6 anos, quando viu um piano numa revista e, sem mais nem menos, disse para si mesmo: “é isto que eu quero”, e começou a estudar piano. Rossi foi vencedor de vários concursos, entre eles o XIII Concurso Internacional na cidade de Córdoba, Argentina; o XI Concurso Internacional de Piano ‘Perfecto García Chornet’, na Espanha; e o I Concurso Nacional Nelson Freire para Novos Talentos Brasileiros.

A inspiração dá direção e sentido, mas esta inspiração, para ser operacionalizada, precisa se transformar em objetivos, dentro dos princípios da boa formulação de objetivos. Objetivos bem formulados são desafiantes, específicos, mensuráveis, possíveis e definidos no tempo.
O sucesso é fruto da ação

Mas os objetivos só podem ser alcançados através da ação, e sem ação eficaz e eficiente não se chega lá. E para tanto é fundamental a consciência, pois de acordo com John Whitmore, “só se pode controlar aquilo de que se tem consciência. Aquilo de que não se tem consciência nos controla. A consciência nos fortalece”. Assim cabe a pergunta: “o que eu estou fazendo hoje está me levando para onde?”. E se aquilo que você estiver fazendo hoje não levar você para os seus objetivos, você nunca vai alcançá-los, por mais que tente.

Portanto, tenha consciência de que existem Princípios Universais e o primeiro deles é que tudo na vida importa em decisões e ações, e que toda decisão é uma escolha entre alternativas. Assim, qualquer decisão é tão boa quanto a melhor alternativa que se conseguiu encontrar ou desenvolver. E é em função das decisões e escolhas que existem três tipos de pessoas: os desistentes, ou seja pessoas que entregaram os pontos e que podem ter aquilo conhecido como desamparo adquirido. Os campistas, ou seja, aqueles que seguem a boiada. E finalmente, os montanhistas, ou seja aquelas pessoas que são realizadoras de sucesso. E estas pessoas seguem um princípio fundamental: “O que os outros fazem é problema dos outros. O meu é o que eu tenho que fazer para alcançar os meus objetivos”.

Assim, diante de campistas ou pessoas que seguem a boiada, existem, pelo menos duas alternativas. Uma delas é criticar quem segue a boiada. A outra é se perguntar: “que produtos e serviços eu posso fazer para quem segue a boiada”. E você pode ter certeza que o mercado é muito grande.

A vida é a arte das escolhas e decisões, dos sonhos transformados em objetivos, das ações e dos resultados. E só você pode fazer a suas escolhas e ninguém mais. E se você não assumir as suas escolhas, outras pessoas vão fazer por você, sobretudo as agências de propaganda. E, em última instancia, tenha presente a expressão bíblica: “É pelos frutos que se conhece a árvore”.


José Augusto, www.administradores.com.b

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