Prof. Elisson de Andrade - Como mudar hábitos de consumo


EDUCAÇÃO FINANCEIRA EM 5 VOLUMES

Neste material, o Professor Elisson apresenta uma revisão bibliográfica com mais de 70 pesquisas científicas e livros, com o objetivo de contribuir com a disseminação e solidificação da Educação Financeira no Brasil.

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Nos últimos dois artigos que publiquei nesse blog, escrevi sobre a importância de REVER paradigmas financeiros e como MUDÁ-LOS. A importância de tais assuntos quando tratamos de mudança de comportamento em relação ao dinheiro é imensa. Isso porque rever e mudar paradigmas significa transformar a maneira de pensar e ver o mundo. É atacar a causa do problema e não apenas seus sintomas.
Todavia, após uma mudança na pessoa que você é, torna-se necessário colocar esse ponto de vista em prática. E isso pode ser implementado de duas formas:
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1) inserindo NOVOS hábitos que se mostrem em conformidade com seu novo olhar de mundo
2) mudando hábitos ATUAIS que não se adequarão mais à realidade que será construída
Criar hábitos que não existiam antes, que colaborem para suas finanças pessoais, passa pela resposta à seguinte pergunta: quais atitudes seriam benéficas para que eu atingisse meus objetivos financeiros? Em seguida, dê prioridade aos hábitos mais simples de serem implementados e vá colocando-os, paulatinamente, em sua rotina. Algo como: irei reservar 15 minutos, todos os dias, para anotar todas as receitas e despesas, e classificá-las; ou até mesmo, uma vez por semana, irei verificar a quantas anda meus investimentos e começarei a acompanhar novas modalidades que desconheço. E por aí vai.
Mas o que gostaria de focar nesse texto é como mudar hábitos que hoje são nocivos às finanças? Talvez, esses comportamentos, construído anos a fio, com base em paradigmas incorretos, sejam os mais difíceis de extirpar. O que se pode notar, na literatura sobre o assunto, é que não basta boa vontade para mudá-los.
Nesse contexto, Duhigg, em seu livro O poder do hábito: por que fazemos o que fazemos na vida e nos negócios, Editora Objetiva, nos oferece uma técnica para que a transformação possa ser bem sucedida.

Simplifiquemos o entendimento de um hábito em três partes:

- Deixa: é um estímulo que faz com que seu cérebro entre em modo automático;
- Rotina: é algo que você faz, podendo ser físico, mental ou emocional;
- Recompensa: ajuda seu cérebro a memorizar certa atitude, para que seja novamente realizada no futuro;
Para que possamos compreender tais características, vamos para um exemplo.
Maria, toda vez que sai do trabalho, passa no supermercado para ver se lembra de algo que esteja faltando em sua casa. Geralmente, não busca nada em específico. E quando precisa realmente de algo, acaba trazendo muito mais coisas do que deveria. Tal hábito tem se mostrado nocivo, pois os gastos com supermercado são muito mais altos que a necessidade real dela e sua família.

Pois bem, olhando para o exemplo, podemos dizer que a deixa é sair do trabalho e/ou passar em frente ao supermercado, todos os dias. A rotina é ir ao supermercado. Sendo que a recompensa, precisamos de uma análise mais atenta para identificá-la. Vejamos algumas hipóteses levantadas:
- Maria vai ao supermercado porque não gosta de ficar sozinha em casa, pois no horário em que sai do trabalho, marido e filhos estão fora
- Ou seria uma necessidade física de caminhar no supermercado, após ficar o dia inteiro sentada na empresa
- Ou até uma vontade de se entreter com algo que seja diferente de seus problemas diários no trabalho
Identificar o que a agrada tanto no supermercado é uma tarefa árdua, mas crucial para a mudança desse hábito. Assim, identificada a recompensa, o passo seguinte é traçar um plano para deixar de gastar tanto todo final de dia. Veja um exemplo:
Maria decide aproveitar a DEIXA de sair do trabalho, para criar uma nova rotina. Após uma análise profunda, percebeu que a RECOMPENSA que realmente procurava era entreter-se e ver outras pessoas, para acalmar os ânimos de um dia complicado em sua empresa. Então, decidiu criar a ROTINA de caminhar todos os dias em um parque, perto de sua casa, ao invés de ir ao supermercado. Compras? Apenas às sextas-feiras, com uma lista elaborada criteriosamente durante a semana – ou seja, criou também esse novo hábito.
O que podemos notar é que Maria identificou as características de seu hábito nocivo (Deixa, Rotina e Recompensa) e, a partir desse conhecimento, traçou um plano, mantendo a deixa, alterando a rotina, e  
recebendo a mesma recompensa que o corpo estava acostumado.
Será que você seria capaz de descrever um plano, aqui nos comentários, e encarar esse desafio de mudar um hábito simples de consumo?
É pessoal, por fim, se quiser aprofundar nesse assunto, indico minha mais recente série de eBooks “Tópicos Avançados em Educação Financeira”, mais especificamente o Volume 5, em que toda essa discussão é feita de forma mais detalhada.
Boa sorte em suas finanças e vida pessoal!

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