Mudando paradigmas financeiros - Prof. Elisson de Andrade

Em meu último texto, Revendo paradigmas financeiros, escrevi sobre a importância de revisarmos nossos paradigmas, construídos com bases em modelos “impostos” pela sociedade, família, amigos etc. Como bem diz Stephen Covey, antes de qualquer esforço, é preciso colocar a escada na parede certa, senão cada degrau adiante nos levará ao lugar errado. Dessa forma, no presente texto irei discutir como mudar tais paradigmas, também me baseando nas ideias do autor supracitado.
Pois bem, antes de discutir como essa mudança pode ser colocada em prática, é preciso compreender que nossa construção enquanto seres humanos deve se dar de “dentro para fora”. Isso significa buscar basear os paradigmas em nossas convicções mais genuínas, ao invés de ser apenas um espelho que reflete modelos alheios. E então surge a pergunta: quais devem ser os alicerces de nosso modelo mental? A resposta é: os princípios.
O pensador Sêneca, dois mil anos atrás, já dizia, “se vives de acordo com as leis da natureza, nunca serás pobre; se vives de acordo com as opiniões alheias, nunca serás rico”. Tais princípios naturais existem independentemente da vontade humana, sendo imutáveis e inflexíveis, podendo ser vistos como um conjunto de posturas que revelam o nosso caráter. São exemplos: honestidade, justiça, integridade, respeito à diversidade, dentre outros. Portanto, são os princípios que devem ser a base da construção de nossos paradigmas.
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Então, proponho a você um desafio. Primeiramente, identifique quais são os paradigmas que guiam suas decisões financeiras. Por exemplo, se decide financiar uma casa, por longos anos, a qualquer custo e sacrifício, em qual modelo mental está se baseando? Seria da opinião, por exemplo, de seus pais, que consideravam ter um lar a coisa mais importante a se conquistar ao longo de sua existência? Ou seria da sociedade, em que a maior expressão disso é chamar um programa habitacional de “Minha Casa, Minha Vida”?
Após anotar os paradigmas que norteiam sua maneira de lidar com dinheiro, anote os princípios fundamentais que existem dentro de você. Vá além e descreva quais são seus maiores propósitos, ou em outras palavras, o que é realmente importante de ser alcançado e que dá sentido à sua vida? Com base nessas anotações, reflita se seus paradigmas estão alinhados aos seus princípios, ao que você realmente deseja para si. Se houver alguma contradição, reformule seus paradigmas, mas agora construindo um modelo de pensar que venha realmente de suas convicções mais íntimas.
Assim, com um novo paradigma, escolha os hábitos que se alinham a esse mapa mental e busque colocar em prática uma nova maneira de olhar o mundo, pautando-se na nova pessoa que acabou de se tornar.
Isso é fácil? Obviamente não. Demorará certo tempo, haverá pressões externas para que se volte à condição interior, mas creio ser a única saída. No próximo artigo, irei discorrer um pouco mais sobre a questão de mudança de hábitos, baseada em paradigmas corretos.
É isso aí, boa sorte em suas finanças e vida pessoal!
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