Investimentos: Previdência Privada: vale a pena? Rafael Mariano

Rafael Mariano

A cada dia que passa, a expectativa de vida do brasileiro aumenta consideravelmente, e fica cada vez mais claro a impossibilidade de se viver as custas da aposentadoria oficial. Pensar no futuro - e em como iremos nos manter daqui há alguns anos ou décadas - é uma responsabilidade da qual não podemos fugir. Dentre as opções para se obter renda no futuro temos previdência privada.

Como funciona
Os planos de previdência privada funcionam em duas fases bastante distintas: inicialmente um período de acumulação (onde você faz depósitos e aumenta seu "patrimônio" de previdência) e um período de uso deste patrimônio (onde você efetivamente começa a receber a renda mensal).


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Deste modo, estes planos funcionam através de contribuições mensais, que vão se acumulando durante os anos e que ao final do seu período de acumulação poderão gerar uma renda mensal fixa de forma indefinida (que pode ser revertida à um beneficiário) ou você poderá optar por receber os valores acumulados por um período determinado de tempo.
Simplificando: ou você recebe um valor menor mensalmente e de forma indefinida (até que a morte os separe) ou pode receber um valor maior por um período pré-determinado, como por exemplo, por 20 anos.
Tipos de previdência privada

No Brasil temo duas modalidades de previdência privada:

  • VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) - Ideal para pessoas que fazem a declaração simplificada de IR (este é o plano preferido dos brasileiros).
  • PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) - Ideal para pessoas que fazem a declaração completa de IR.
Alguns detalhes importantes
Investir desde jovem
Os planos de previdência privada não são um investimento de curto prazo, e por isso é muito importante que você comece cedo, pois para se obter uma boa renda no futuro sem ter que fazer aportes vultuosos você terá que investir por 20 ou 30 anos.
Até quando vamos viver?
Os planos que geram uma renda renda maior mas por um período pré-determinado podem ser uma grande armadilha para o investidor. Por exemplo: imagine que você investiu em um plano de previdência por 30 anos e tem como plano se aposentar com 60 anos e receber uma boa renda por mais 20 anos. Neste caso você esta projetando uma sobrevida de mais 20 anos, ou seja, imaginando que você não irá passar dos 80 anos. Como já escrevi no inicio do post, com o desenvolvimento da medicina é bem provável que daqui a 30 anos a nossa expectativa de vida chegue perto dos 100 anos.
Deste modo, mesmo que você ganhe uma renda menor, acredito que receber uma renda vitalicia (e garantida) é a melhor escolha.
Custos e taxas do investimento
É muito importante observar os custos, que como em todo investimento, podem variar entre várias operadoras. Taxa de carregamento e administração (dentre outras) em um horizonte de 20 a 30 anos podem facilmente influenciar (para menos ou para mais) o resultado final de seu investimento.
Planejamento sucessório
É claro que o grande objetivo do investimento é que você faça uso da renda mensal, porém "acidentes" podem ocorrer no meio do caminho e deixar bem claro as opções de sucessão é muito importante, visto que divergências podem causar sérios transtornos na elaboração do inventário.

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Quanto desembolsar?
O valor a ser desembolsado mensalmente vai variar de acordo com a renda que você deseja obter no futuro, o horizonte de tempo que você deseja investir e claro, suas possibilidades mensais de aporte.
Para se ter uma ideia destes valores você pode utilizar os simuladores (geralmente presentes nas páginas das administradoras), mas mantendo sempre "um pé atras" pois erros de cálculo podem acontecer e o que foi prometido, pode não ser cumprido. Deste modo, fique atento às condições de contratação do plano.
Portabilidade
Assim como ocorre nos planos de telefonia ou de saúde, você tem a opção de realizar a portabilidade de seu plano de previdência, desde que respeitados os períodos de carência e as compatibilidades de plano. 
Muito cuidado com a administradora!
Este é uma aspecto muito importante e que deve ser observado com a maior atenção. Existem instituições de todos os tipos, umas com mais de 100 anos e outras com apenas poucos anos de existência. Analise bem aonde você vai colocar seu dinheiro, pois se ocorrer algum problema com a instituição que administra seu plano, sua aposentadoria (e suas economias de vários anos) podem ir pelo ralo.

Conclusão
Particularmente, entendo que os planos de previdência privada são ideais para dois tipos de público:
1. Inicialmente, estes planos podem ser de grande valia para quem não consegue manter uma regularidade de investimento em outros produtos financeiros. A obrigatoriedade de realizar o aporte mensal, ajuda a criar a cultura do investimento, que pode não ocorrer - por exemplo - quando se investe em ações, onde o investidor aporta quando pode e não tem a obrigação mensal de depósito.
2. A previdência privada pode ser uma opção para diversificar investimentos. Assim, aqueles que já possuem ações, fundos imobiliários, ETF's e ainda desejam uma maior diversificação podem utilizar os planos de previdência privada como alternativa.
Portanto, os planos de previdência podem ser um bom investimento, mas para um público específico.
Você leitor, investe em previdência privada? Conte-nos sua experiencia? Aqui todos aprendemos!


Créditos da imagem: freedigitalphotos.net, Via, http://www.ricoporacaso.com


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